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Meu Segredo de 23 Anos

  • 31 de mai.
  • 24 min de leitura

— Sabe, Dra. Minaho… Uma mulher da minha idade, com uma carreira sólida e quase no topo da hierarquia, divorciada, filhos já criados e que vive para o trabalho… não tem muita chance de viver um relacionamento de verdade.


Eu poderia contratar um acompanhante, mas isso sempre me pareceu vazio. Aos 57 anos, eu simplesmente parei de procurar. Meu filho já deve estar próximo de me dar um neto, atestando que estou velha. E sou.

Até que Heitor chegou.


Meu nome é Michele Albuquerque. Sou Diretora de Operações da Nexlify, uma das maiores empresas de software da América Latina. Sou respeitada, temida e tenho punho de ferro. Atropelo bons adversários nas negociações, mas também sei ser uma pessoa doce e admirada quando preciso. Construí essa imagem com muito suor e disciplina. Ninguém imagina o segredo que carrego há seis meses.


Heitor Mendes chegou como meu assessor direto quase por acidente. Depois de demitir a 21ª assessora em menos de dois anos, não havia mais ninguém disponível no momento. Ele veio da “expedição”, com apenas 23 anos. Eu aceitei com relutância, pensando que teria que fazer o trabalho dele. Um jovem. Provavelmente imaturo, disperso e fraco.


Eu estava errada.


Desde o primeiro dia, Heitor se mostrou extremamente competente, metódico e assustadoramente discreto. No escritório, ele é a perfeição profissional. Sempre me chama de “Doutora Michele”, com aquela voz grave e controlada. Abre portas, organiza minha agenda com precisão cirúrgica, antecipa cada necessidade minha antes mesmo que eu perceba. Nunca um olhar fora do lugar. Nunca uma palavra além do necessário. Parece um segurança do serviço secreto.


Frio. Sério. Educado. Um robô.


Nada de sorrisos fáceis, nada de piadinhas, nada de tentar se aproximar da minha vida pessoal. Ele simplesmente executa. E executa muito bem. Isso me irritava e, ao mesmo tempo, me intrigava cada vez mais.

Até que eu decidi testar os limites.



Capítulo 1: O Lounge

Foi numa tarde de quinta-feira, no lounge VIP da AMEX, no Aeroporto Internacional de Guarulhos.

O ar-condicionado mantinha o ambiente numa temperatura perfeita, quase fria demais para o calor úmido de São Paulo lá fora. Sentei-me no sofá de couro bege, com uma taça de champanhe rosé na mão, cruzando as pernas com elegância. Meu tailleur cinza-escuro, bem cortado, marcava minha silhueta sem ser vulgar. Anos de disciplina, Pilates e controle absoluto.


Olhei para o relógio. Ele estava atrasado cinco minutos. Heitor nunca se atrasava.

Quando as portas de vidro automáticas se abriram, ele entrou. Impecável. Terno escuro italiano, camisa branca imaculada, gravata azul-marinho perfeitamente ajustada. A pasta de couro na mão esquerda, o passo firme, a postura reta. Aos 23 anos, parecia ter saído de um catálogo de executivos — mas com algo mais. Uma presença que preenchia o ambiente.


— Doutora Michele — disse ele ao se aproximar, com aquela voz grave e controlada que eu já havia aprendido a reconhecer. — O senhor Cláudio Lombardi está doze minutos atrasado. Deseja que eu contate a assistente dele?


Eu o observei por alguns segundos antes de responder. O maxilar bem definido, o cabelo escuro cortado com precisão, os ombros largos preenchendo o paletó. Ele era absurdamente atraente. E sabia disso. Mas nunca usava isso a seu favor. Pelo menos não comigo.


— Não vai haver reunião, Heitor — falei calmamente, girando o anel de ouro no dedo mindinho. — Sente-se, por favor.


Ele piscou uma única vez. Foi a única rachadura que permitiu transparecer. Depois, assentiu e sentou-se no sofá à minha frente, mantendo a distância profissional. Colocou a pasta ao lado, ajustou o paletó e apoiou as mãos sobre as coxas. Postura perfeita.


— Não estou entendendo, Doutora.


Eu tomei um gole lento do champanhe, deixando o líquido borbulhante tocar minha língua antes de engolir. Meus olhos não saíram dos dele.


— Você trabalha diretamente comigo há seis meses, Heitor. Nesse tempo, você se tornou o assessor mais eficiente que já tive. Discreto, metódico, antecipa cada necessidade minha. Nunca erra. Nunca questiona. Nunca se excede. Você é... perfeito.


Ele inclinou ligeiramente a cabeça, esperando.


— Mas eu quase não sei nada sobre você — continuei, baixando a voz. — E isso começou a me incomodar.


O silêncio que se seguiu foi denso. Ouvi o leve zumbido do ar-condicionado e o tilintar distante de taças no bar do lounge. Heitor me observava com aquela expressão neutra que ele dominava tão bem. Quase impenetrável.


— O que a senhora gostaria de saber? — perguntou finalmente, a voz baixa e respeitosa.


Eu sorri de leve. Ele não havia dito “não posso falar sobre minha vida pessoal”. Não havia se defendido. Apenas abriu a porta.


— Quero saber quem você é quando tira esse terno, Heitor. Quero saber se você tem vida fora da Nexlify. Se tem namorada. Se é casado. Se dorme alguma hora.


Se existe alguém que vê o lado seu que eu nunca vi.


Heitor sustentou meu olhar por longos segundos. Notei o leve movimento da sua garganta ao engolir. Suas mãos, grandes e bem cuidadas, permaneceram imóveis sobre as coxas.


— Não sou casado — respondeu por fim. — Não tenho namorada. E durmo... quando a senhora me permite.


A resposta foi simples, direta e carregada de algo que fez meu estômago contrair. Não havia sarcasmo. Não havia flerte óbvio. Apenas uma verdade crua dita com aquela firmeza masculina contida que me desarmava.

Eu cruzei as pernas na outra direção, sentindo o tecido da meia-calça deslizar na pele.


— E quando não está trabalhando para mim... você também é tão controlado assim?


Pela primeira vez em seis meses, vi um leve sorriso surgir no canto da boca dele. Quase imperceptível, mas presente. Um sorriso perigoso.


— Depende da pessoa com quem eu estou, Doutora Michele.


Meu coração acelerou. Senti um calor subir pelo pescoço e se espalhar pelo peito. Aos 57 anos, eu ainda conseguia me sentir assim — como uma mulher desejada, não apenas respeitada.


— Você tem noção do quanto é perigoso dizer isso para a sua chefe? — perguntei, inclinando-me ligeiramente para frente.

— Tenho — respondeu ele, sem desviar o olhar. — Mas a senhora não me parece o tipo de mulher que faz perguntas sem querer ouvir as respostas.


Toquei o lábio inferior com a ponta do dedo, pensativa. Ele me observava com atenção total. Não olhava para o meu decote. Não olhava para as minhas pernas. Olhava nos meus olhos. E isso, estranhamente, era muito mais excitante.


— Durante esses seis meses — continuei —, você organizou minha agenda, marcou minhas consultas médicas, escolheu meus hotéis, lembrou meus aniversários familiares, trouxe bolo de cenoura exatamente nos dias em que eu estava mais tensa. Você sabe mais sobre mim do que a maioria das pessoas que me cercam há anos. E eu... não sei quase nada sobre você.


Heitor inclinou o corpo um pouco para frente, pela primeira vez invadindo minimamente meu espaço.


— Talvez porque a senhora nunca tenha perguntado.


A voz dele estava mais grave. Mais íntima.

Senti um arrepio percorrer minha espinha. Abaixei a taça e apoiei as mãos no colo.


— Então estou perguntando agora, Heitor. Quem é você de verdade?


Ele respirou fundo, mantendo o controle. Seus olhos escuros percorreram meu rosto por um momento antes de responder:


— Sou alguém que observa. Que estuda. Que se dedica inteiramente ao que considera importante. E a senhora... se tornou importante.


As palavras pairaram entre nós como fumaça. Meu corpo reagiu antes da minha mente: os mamilos endureceram contra o sutiã de renda, um calor úmido se instalou entre minhas coxas.


— Importante a que ponto? — perguntei, quase num sussurro.


Heitor sustentou meu olhar sem piscar.


— Ao ponto de eu aceitar trabalhar 14 horas por dia sem reclamar. Ao ponto de eu recusar outras propostas melhores. Ao ponto de eu pensar na senhora mesmo quando não estou trabalhando.

Meu Deus.


Fiquei em silêncio, processando. Aos 57 anos, depois de um casamento que terminou por incompatibilidade de agendas, depois de anos me dedicando apenas à carreira, eu estava aqui — flertando perigosamente com meu assessor de 23 anos num lounge de aeroporto.

E estava gostando.


— Estamos indo para Doha em poucas horas — falei, mudando ligeiramente o tom, mas mantendo a intensidade. — Vamos passar quatro dias juntos. Longe do escritório. Longe dos olhares.


Heitor assentiu lentamente.


— Sim, Doutora.

— E se eu quisesse continuar essa conversa lá... você estaria disposto?


Ele não hesitou:


— Eu estaria disposto a tudo que a senhora desejar.


A forma como disse “tudo” fez minha respiração falhar por um segundo.

Eu me recostei no sofá, sentindo o coração bater forte. Olhei ao redor — o lounge estava relativamente vazio, apenas alguns executivos distantes. Ninguém prestava atenção em nós.


— Bom, que horas é o voo? Vamos dar uma última checada na agenda após o pouso.— Sim senhora.Ele abriu as pastas e o tablet com aquela eficiência silenciosa de sempre. Começamos a revisar a agenda nos nossos celulares, lado a lado. Por alguns minutos, mantivemos o foco profissional, trocando informações rápidas e objetivas.


Mas, em determinado momento, eu o olhei de relance.

E foi como se o visse pela primeira vez.

Nunca havia reparado realmente nele. Nem nos seus olhos castanhos escuros, profundos e atentos. Nem no jeito como o cabelo preto caía levemente sobre a testa, mesmo com o corte impecável. Nem na linha forte do maxilar, ou na forma como suas mãos grandes e bem cuidadas seguravam o tablet com precisão.


Desde o primeiro dia, eu o tratei como uma peça funcional — quase invisível. Um jovem de 23 anos que apareceu por falta de opção melhor. Um “sobra” da expedição. Eu mal olhava para ele, concentrada demais em suas falhas imaginárias.

Mas agora, sentada ali, observava-o com novos olhos. Ele era diferente. Extremamente organizado, discreto, focado. Não dava palpites desnecessários como as assessoras anteriores, que falavam mais do que trabalhavam e esqueciam metade das coisas que eu pedia. Heitor não. Ele executava. Antecipava. Observava.


Inclusive, um dia eu entreguei um rabisco das coisas que eu precisava para o dia seguinte e claro sempre coisas relacionadas ao trabalho, como buquê de flores, vinhos caros, lavanderia. Só que não me atentei que, para não esquecer, anotei “creme contra ressecamento vaginal”.Quando cheguei no escritório, vi no aparador dos itens que sempre ele deixa enfileirado para eu checar rápido com uma olhada, eu fiquei de boca aberta e comecei a rir. O danado foi lá e comprou. E nunca mudou a cara dele.



Chegamos ao Mandarin Oriental pouco depois das 22h30. O luxo do hotel era quase opressor — mármore claro, lustres gigantescos e um silêncio refinado que contrastava com o calor do deserto lá fora. Subimos direto para a suíte presidencial.

Assim que entramos no quarto, tirei os saltos e me sentei na grande poltrona perto da janela. Heitor, como sempre, permaneceu de pé por alguns segundos antes de abrir sua pasta.


— Podemos repassar rapidamente os compromissos da noite? — perguntou ele, com o tom profissional de sempre.

— Pode ser — respondi, massageando os pés.


Ele se aproximou e, por quase quinze minutos, repassamos o jantar com os empresários do ramo de segurança cibernética. Horários, nomes, pontos sensíveis da negociação, possíveis objeções. Tudo impecável, como era típico dele.


Quando terminamos, levantei-me para me arrumar. Entramos no elevador privativo da suíte. Assim que as portas se fecharam, Heitor abriu sua pasta novamente e tirou uma peça de tecido fino, leve e brilhante, em um tom bege que combinava perfeitamente com minha regata de cetim e saia creme.

Sem dizer nada, ele se aproximou por trás. Com gestos calmos e precisos, colocou o tecido sobre meus ombros, ajustando-o cuidadosamente. Seus dedos roçaram minha pele exposta, descendo lentamente pelo meu pescoço e ombros enquanto ele ajeitava o drapeado.


Senti um arrepio delicioso ao percorrer minha coluna. O toque era firme, mas gentil. Quente. Demorou mais do que o necessário. E eu não me afastei.


— Aqui no Qatar, as mulheres não devem expor os ombros — explicou ele, com a voz baixa e controlada, quase no meu ouvido. — Meu dever é proteger a senhora de qualquer constrangimento, apesar desse calor ser muito intenso.


Ele passou as mãos mais uma vez pelos meus ombros e ajeitou o meu cabelo atrás, alisando o tecido com uma delicadeza quase carinhosa. Fechei os olhos por um segundo, aproveitando a sensação. Fazia muito tempo que ninguém me tocava assim — com atenção, cuidado e uma firmeza masculina contida.


— Obrigada — murmurei, virando ligeiramente o rosto para ele.

Heitor apenas assentiu, mas seus olhos ficaram um segundo a mais nos meus antes das portas do elevador abrirem.


O jantar foi tão chato e previsível quanto eu imaginava. Conversas superficiais, sorrisos falsos e negociações veladas. Heitor permaneceu o tempo todo um passo atrás de mim, discreto, atento a cada detalhe. Em nenhum momento ele chamou atenção. E, ainda assim, eu não conseguia parar de pensar nele.

No caminho de volta, dentro da limusine com o vidro de privacidade erguido, o silêncio era quase absoluto. Eu olhava pela janela, mas de vez em quando virava o rosto discretamente para observá-lo.


Heitor estava sério, como sempre. Porém, notei pequenas coisas: o leve franzir entre as sobrancelhas, o maxilar mais tenso, o jeito como ele apertava levemente os dedos sobre a própria coxa. Havia algo diferente nele esta noite. Uma tensão contida. Uma expectativa. Ou tudo isso era uma impressão, pois eu que nunca prestei atenção e estava “descobrindo” alguma novidade. Me achei patética.

Quando voltamos para a suíte, tirei os saltos novamente e me joguei no sofá com um suspiro. Heitor foi até o bar da suíte sem que eu precisasse pedir. Preparou um chá preto bem quente, com bastante açúcar, exatamente como eu gosto depois de reuniões entendiantes, e abriu uma garrafa de água com gás com limão.


Ele se aproximou e me serviu primeiro. Quando peguei a xícara, olhei diretamente em seus olhos — algo que raramente fazia.


— Obrigada, Heitor.


Foi a primeira vez que agradeci olhando para o rosto dele. Ele sustentou meu olhar por um segundo a mais do que o normal.


— De nada, senhora.

— Pegue algo para você também — falei, apontando para o bar.


Ele esticou o braço e pegou uma garrafa de água. Depois sentou-se na poltrona à minha frente, mantendo uma distância respeitosa.

Tomei um gole do chá, sentindo o calor descer pela garganta. O silêncio voltou, mas agora era diferente. Mais carregado.

Eu cruzei as pernas e voltei ao assunto que havíamos iniciado no lounge de Guarulhos:


— No aeroporto… você disse que eu me tornei importante para você. Importante em que sentido?


Heitor me olhou por alguns segundos sem nenhuma alteração na expressão. O rosto permanecia sereno, quase impassível — aquela neutralidade profissional que ele dominava como ninguém. Nenhum sorriso, nenhum desconforto, nenhuma ansiedade visível. Apenas aquele olhar firme, profundo e controlado.

Ele inclinou ligeiramente a cabeça, como se estivesse analisando uma questão complexa de negócios, e respondeu com a voz baixa, grave e extremamente profissional:


— No sentido de que a senhora se tornou a prioridade absoluta do meu dia, Doutora Michele. Não apenas profissionalmente.


Ele fez uma pausa curta, sustentando meu olhar sem piscar.


— Eu me pego reorganizando minhas prioridades pessoais para garantir que a senhora tenha o melhor resultado possível… em todos os aspectos. Antecipar suas necessidades, cuidar dos detalhes que mais lhe incomodam, garantir seu conforto mesmo quando a senhora não pede.


Seus olhos desceram por um breve instante até meus lábios antes de voltar aos meus, ainda com a mesma expressão neutra.


— Digamos que minha dedicação ultrapassou o escopo descrito no contrato há algum tempo. E eu não tenho nenhuma intenção de voltar atrás.


A frase era perfeitamente profissional. Educada. Bem articulada.

E, ao mesmo tempo, carregada de duplo sentido.

Senti um arrepio subir pela nuca. O fato dele conseguir dizer algo tão carregado mantendo aquela feição quase impassível me deixava profundamente inquieta. Era como se ele controlasse cada músculo do rosto, cada tom de voz. Isso o tornava ainda mais perigoso.Eu me curvei ligeiramente para frente, apoiando os cotovelos nos joelhos, e perguntei sem desviar o olhar:


— Como assim “além do escrito no contrato”?


Heitor me observou por alguns segundos com aquela expressão imutável — serena, profissional, quase indecifrável. Nem um músculo do rosto se moveu. Ele tomou um gole lento da água, como se tivesse todo o tempo do mundo, e respondeu com a voz grave, baixa e extremamente controlada:


— Por mais que a senhora seja uma executiva de alto nível, responsável por bilhões de dólares em contratos, e lidere um time de profissionais cuja hora trabalhada vale milhares… a senhora ainda é um ser humano.


Ele fez uma pausa breve, sustentando meu olhar sem qualquer hesitação.


— Isso eu nunca mencionei à senhora, pois queria manter em sigilo. Estou a par de toda a sua ficha médica. Estudo cada resultado de exame que sai para entender cada diagnóstico e o que pode acontecer caso algo esteja fora do padrão. Sei quais medicamentos a senhora deve tomar em caso de emergência, as contraindicações e as alternativas.


Heitor inclinou a cabeça levemente, ainda com a mesma feição impassível, quase robótica.


— Também sei muito sobre seus gostos. A senhora prefere bebidas quentes e doces quando está cansada. Café forte antes de começar um projeto que lhe empolga. Single malt depois de fechar um bom contrato. Estudei cada bebida, cada marca, cada temperatura ideal.


Vixe, o Heitor é uma máquina, pensei, sentindo um misto de espanto e excitação.

Ele continuou, no mesmo tom calmo e preciso:


— No meu entendimento, se o corpo da senhora falhar, qualquer bom trabalho será prejudicado. Por isso, cuido de todos os detalhes. Não apenas os profissionais.


O silêncio que se seguiu foi pesado. Eu o encarava, tentando encontrar alguma brecha naquela armadura perfeita, algum sinal de desconforto ou excitação. Não havia nada. Apenas aquela calma absoluta que me deixava cada vez mais inquieta.


Ele falava de cuidar do meu corpo como se fosse uma estratégia empresarial meticulosamente planejada. E, ao mesmo tempo, havia um duplo sentido tão sutil e perigoso que eu sentia um calor subir lentamente pelo meu pescoço, descendo em ondas até o ventre.


— Você fazia isso com todas as suas chefes? — perguntei, com um tom ligeiramente provocador.


Heitor sustentou meu olhar por longos segundos, sem alterar minimamente a expressão. O rosto continuava sereno, quase impassível. Apenas a voz ficou um tom mais grave quando respondeu:


— Não, Doutora Michele. Nunca tive uma chefe mulher antes. Sempre foram homens, e eles me achavam… excessivamente metódico. Com a senhora, sinto que todo o meu esforço vale a pena.


Olha quem diria… pensei, sentindo um formigamento traiçoeiro entre as pernas. Aos 57 anos, eu estava ficando molhada apenas com uma conversa. Um jovem tão quente, másculo sem ser grosseiro, frio e metódico demais, mas com uma precisão que me desmontava.

Heitor se levantou com elegância, pegando o paletó pendurado na cadeira. Caminhou até a porta que conectava nossos quartos e, antes de abri-la, virou-se parcialmente para mim.


— Senhora, me perdoe a indelicadeza… — disse ele, com o mesmo tom profissional de sempre. — O creme para ressecamento vaginal que a senhora usa já deve estar acabando. Quando chegarmos a São Paulo, caso seja necessário, posso deixar encomendado. Fiz uma pesquisa e encontrei a mesma marca por um valor bem mais vantajoso ao comprar dois pacotes. Qualquer coisa, já deixo o pedido pronto.


Ele fez uma leve reverência com a cabeça.


— Boa noite, senhora. Descanse bem.


E fechou a porta suavemente.

Fiquei parada no sofá, atordoada. Meu coração batia forte. Senti um calor intenso subir pelo rosto e, pior, uma pulsação forte e úmida entre as coxas. Minha vagina latejava, literalmente aberta de desejo, disputando com o ar-condicionado gelado da suíte contra o calor infernal de Doha.


Meu Deus… pensei, apertando as coxas uma contra a outra.

Aquele homem conseguia falar de creme vaginal com o mesmo tom que usava para apresentar planilhas de custos — e isso, estranhamente, me excitava mais do que qualquer cantada vulgar que eu já havia recebido na vida.

Eu estava molhada. Muito molhada.

E ele sabia disso.




Capítulo 3: A Manhã Depois

Acordei com os primeiros raios de sol invadindo a suíte através das cortinas claras. Meu corpo ainda estava sensível, quente, com uma leve dor gostosa entre as pernas. Fiquei alguns minutos olhando o teto, processando tudo o que havia acontecido na noite anterior.

Levantei-me, vesti um robe de seda branca e fui até a sala principal da suíte.

Heitor já estava lá.


Impecável, como sempre. Calça social grafite, camisa branca com as mangas dobradas até os antebraços, revelando os braços fortes e veios. Estava terminando de arrumar a mesa do café da manhã. Quando me viu, virou-se com aquela calma habitual.


— Bom dia, Senhora. Dormiu bem?


A voz dele era exatamente a mesma de sempre. Controlada. Respeitosa. Como se não tivesse me fodido com força contra o vidro do chuveiro e gozado dentro de mim horas antes.


— Dormi… muito bem. Podia ter dormido melhor — respondi, caminhando até a mesa.


Ele puxou a cadeira para mim. Sentei-me e ele serviu meu café exatamente como eu gosto: forte, quente, sem açúcar. Ao lado, colocou um prato com abacate, ovos pochê, torradas leves e uma pequena tigela de frutas vermelhas.

Heitor sentou-se à minha frente com apenas um café preto.

Por alguns minutos comemos em silêncio. Eu o observava atentamente. Ele mantinha a postura perfeita, ombros retos, movimentos controlados. Mas havia algo diferente no ar. Uma tensão silenciosa. Uma intimidade nova que pairava entre nós, mesmo sem palavras.


— Heitor… — comecei, quebrando o silêncio.


Ele ergueu o olhar imediatamente, atento.


— Senhora?

— Você já paquerou, já foi paquerado, já amou alguém?


Heitor pensou por um segundo antes de responder, com a mesma calma de sempre:


— Sim, senhora. Algumas vezes.

— E como foram? — perguntei, tomando um gole do meu café com leite, sem tirar os olhos dele.

— Foram legais. Necessárias, até. Mas previsíveis.

— Previsíveis como?

Ele inclinou ligeiramente a cabeça, como se estivesse escolhendo as palavras com cuidado.

— As pessoas querem que você ligue ou mande mensagem o tempo todo. Acho que é carinhoso receber e mandar mensagens, desde que não se torne uma obrigação. O “ter que” fazer as coisas tira todo o prazer.


Eu passei manteiga no croissant e dei uma mordida, ainda observando-o.


— Mas não são essas coisas que você faz no meu dia a dia?

Heitor sustentou meu olhar sem hesitar.

— Sim. Mas o trabalho com a senhora, a rotina, pode se quebrar por qualquer descuido. E não deixar isso acontecer é o que me motiva demais.


Fiquei em silêncio por um momento, processando a resposta. Havia uma sinceridade crua na forma como ele falava. Ele não tentava me impressionar. Apenas respondia com aquela precisão quase cirúrgica.


— E o que acha de mim? — perguntei, baixando a voz. — Como mulher?


Heitor ficou em silêncio por alguns segundos. Pela primeira vez, notei uma leve pausa, como se ele estivesse decidindo até onde se permitiria ir. Quando respondeu, sua voz estava mais baixa, mais grave, mas ainda extremamente controlada:


— Acho que a senhora é uma das mulheres mais impressionantes que já conheci. Não só pela inteligência ou pelo poder que exerce. Mas pela forma como carrega tudo sozinha. Pela força silenciosa. Pela elegância… mesmo quando está exausta.

Seus olhos desceram por um breve instante pelo meu decote, quase imperceptível, antes de voltarem ao meu rosto.

— Como mulher… a senhora desperta em mim um tipo de desejo que eu raramente sinto. Para muitos que não convivem com a senhora como eu, a senhora é uma mulher linda, impecável, elegante no mais alto nível. Alguns arriscam cantadas baratas, dizendo “o não já tenho”. Outros acham que a senhora é “muita areia para o caminhão deles”.


Eu sorri de lado, intrigada.


— E para o seu caminhão, Heitor?


Ele sustentou meu olhar sem piscar.


— Vai além de um desejo físico. Eu quero cuidar da senhora. Proteger. Satisfazer.


Em todos os sentidos.


Não conseguia tirar os olhos dele. E ele certamente sabia o efeito que causava em mim.


— Além do físico? — insisti.

— Sim, senhora. Não quero que nada de ruim aconteça com a senhora. E vou garantir isso enquanto eu trabalhar para a senhora.

— E mesmo que cuidar de mim signifique nos envolver fisicamente?


Heitor não hesitou. Sua voz saiu ainda mais baixa, quase um sussurro rouco:


— Sim. Não pensaria duas vezes.


Senti um calor intenso se espalhar pelo meu corpo. Apertei as coxas discretamente por baixo da mesa.

— Então já que me conhece tão bem… — falei, inclinando-me um pouco mais para frente — como você se envolveria comigo em situações tensas?


Heitor ficou em silêncio por um momento. Seus olhos escuros percorreram meu rosto com aquela intensidade controlada que me desmontava. Quando respondeu, sua voz estava baixa, precisa e carregada de intenção:


— Bom, o físico não é apenas sexo, mas um simples toque, um abraço. Sem a senhora saber, já a peguei chorando algumas vezes no escritório. Não é como choro de emoção ou tristeza, onde poderia entrar e oferecer pacote de lenços e me sentar apenas para lhe ouvir o que quisesse. Eram choros carregados de tensão, de ódio, de algo que deu errado ou de alguém que te passou a perna. Nessas horas a dor é muito vermelha, quente e só o tempo vai conseguir resolver.


E até lá quantas vezes me senti tão inútil.Meus olhos se encheram de lágrimas. Nunca alguém me enxergou assim. Nem mesmo meu ex-marido por isso que é ex, mas nem meus filhos e nem amigas, que já tenho poucas.


— Como a senhora está se sentindo para a reunião de hoje?


Disfarcei limpar os olhos e funguei o nariz e respondi


— Os números estão corretos, nossa estratégia está muito bem desenhada. Se conseguirmos fechar esse negócio, vamos trazer o time de desenvolvedores e garantir o futuro da empresa. E do meu emprego.

— Mas…

—  Vou me dar bem, Heitor. Vamos garantir o nosso futuro…


Me levantei para me arrumar, mas antes fui até o vidro e ver toda a baía de Doha e do outro lado da margem, os arranha-céus que daqui a pouco vou estar lá para brilhar. Se brilhar.Nossa, se eu errar alguma coisa tô ferrada. Destruo a empresa, perco meu emprego, perco o Heitor.Heitor veio por trás e encostou em mim.


— Agora é um momento que posso lhe ajudar fisicamente.Então ele me abraçou com força e as mãos dele na minha barriga.


Colocou o queixo no meu ombro e nossos rostos bem colados.


— Que gostoso Heitor. Que bom sentir você assim. Obrigado por sempre cuidar de mim.

— Sempre conte comigo Michele.


Nossa pela primeira vez me chamou sem senhora ou doutora. Me tremi toda.


— Com toda a sua análise sobre mim, além desse abraço gostoso, o que poderia me estimular fisicamente?


— Quer que mostre?— Me mostra…


Heitor tirou o paletó e a gravata com movimentos calmos, mas decididos. Jogou-os sobre a cadeira e, sem dizer uma palavra, veio por trás de mim. Seus braços me envolveram com força, puxando meu corpo contra o dele. Senti imediatamente o volume duro do seu pau pressionando entre as minhas nádegas, por cima do robe fino.

Um arrepio violento percorreu minha espinha.


Ele deslizou uma mão pela frente do meu corpo, levantando o robe devagar até minha cintura. Seus dedos encontraram minha buceta, que há anos só era tocada por mim mesma. Três dedos grandes e quentes cobriram meu sexo por inteiro. Dois deles apertaram suavemente minha vulva inchada, grossa e escura que mais parecia a borda de um cheesecake, enquanto o dedo do meio deslizava com precisão milimétrica sobre meu clitóris e as pétalas enrugadas, fazendo círculos lentos e perfeitos.

Minhas pernas tremeram.


— Heitor… que coisa deliciosa que você tá fazendo… — gemi, quase sem voz. — Ah… assim… faz carinho em mim…


Ele não respondeu com palavras. Apenas pressionou o corpo mais forte contra o meu, o membro latejando entre minha bunda, enquanto seus dedos continuavam aquele movimento lento e devastador. Eu estava encharcada, molhada de um jeito que me envergonhava por não oferecer a nenhum homem faz um tempo e excitada ao mesmo tempo.


Sem conseguir me conter, me afastei um pouco dele, abri o robe completamente e deixei que ele caísse aos meus pés. Fiquei totalmente nua, de frente para o enorme vidro da suíte, com toda a cidade de Doha se estendendo lá embaixo. O sol da manhã batia no meu corpo maduro, marcando cada curva, cada sinal do tempo.


Ouvi o som das roupas dele caindo no chão atrás de mim. O cinto, a calça, a camisa. Então veio o calor. O corpo dele colou contra o meu, pele quente contra pele quente. Seu pau duro, molhado e grosso pressionou entre minhas nádegas, latejando.


Heitor passou um braço ao redor da minha cintura, puxando-me contra ele, enquanto a outra mão voltava para minha buceta, agora tocando sem nenhuma barreira. Seus dedos deslizaram entre meus lábios molhados, espalhando minha excitação, meu suco por toda a região, voltando a circular meu clitóris com aquela precisão enlouquecedora.


— Deixe a cidade apreciar o seu belo corpo… — murmurou ele rouco contra meu ouvido. — Enquanto eu cuido de você, Michele.


Meu corpo inteiro tremia. Eu me apoiei no vidro frio com as duas mãos, empinando a bunda contra ele, completamente entregue.Heitor segurou meus quadris com firmeza e meteu em mim com certa pressa, mas sem brutalidade. A cabeça grossa do seu pau abriu caminho devagar, centímetro por centímetro, até me preencher por completo. Soltei um gemido longo e trêmulo.


— Nossa… como eu estava precisando disso — sussurrei, quase sem voz.


Uma rola linda, grossa e quente como aquela me invadindo depois de tanto tempo. Que saudade eu tinha dessa sensação.

Ele não aumentou a velocidade. Manteve um ritmo estável, mas poderoso. Cada estocada era profunda e forte, fazendo meus seios e meu rosto de lado pressionarem contra o vidro temperado, que já estava quente do sol de Doha. A cidade inteira se estendia lá embaixo, enquanto eu era fodida contra a janela.

A cada estocada forte, Heitor se inclinava sobre mim, o peito colado nas minhas costas, e murmurava rouco contra meu ouvido:


— Diga… “Sou capaz”.


Eu gemi alto quando ele meteu mais fundo.


— Sou… capaz…ah….mais fundo

— Mais forte — pediu ele, segurando meu quadril com mais força e dando outra estocada poderosa.

— Sou capaz! — repeti, a voz embargada de prazer.

— “Acabo com eles” — exigiu, acelerando ligeiramente o ritmo, mas ainda controlado.

— Ahh… Acabo com eles… — gemi, sentindo cada palavra vibrar no meu corpo junto com suas estocadas.


Heitor segurou meus cabelos com uma mão, puxando minha cabeça ligeiramente para trás, enquanto a outra descia para massagear meu clitóris inchado.


— De novo — rosnou contra meu ouvido, metendo com mais intensidade. — Quero ouvir você dizendo enquanto eu te pressiono

— Sou capaz…! — gritei, o prazer crescendo rápido demais. — Acabo com eles…!


Cada estocada parecia reforçar as palavras. Meu corpo batia contra o vidro, os seios pressionados, o rosto virado de lado vendo a cidade brilhante de Doha enquanto era possuída por um homem 34 anos mais novo.

Heitor mantinha o ritmo implacável, profundo e constante. Seu pau grosso entrava e saía de mim com perfeição, roçando em todos os pontos certos, fazendo meu corpo inteiro vibrar a cada estocada.


— Você é poderosa, Michele — murmurou ele rouco contra meu ouvido, a voz carregada de desejo. — Você é incrível. Destemida. Michele de Albuquerque.


Inimigos se curvam na sua frente. Você domina. Diga de novo!


— Sou capaz… — gemi, a voz falhando de prazer. — Acabo com eles…


Ele acelerou um pouco mais, batendo fundo, a mão trabalhando meu clitóris inchado com precisão perfeita.


— Goza, Michele. Goza pra cima deles. Mostra quem manda em tudo isso!!


Eu explodi.


— Sou capaz… aaaahhhhhhhh!!! — gritei, o orgasmo me atravessando como uma onda violenta. Meu corpo convulsionou contra o vidro, as pernas tremendo descontroladamente. Apertei-o com força dentro de mim, pulsando, gozando abundantemente enquanto ele continuava metendo, prolongando meu prazer até eu quase perder os sentidos.


Heitor deu mais algumas estocadas profundas e intensas, depois gozou com um gemido rouco e grave contra meu pescoço. Senti jatos quentes e grossos me enchendo, transbordando e escorrendo pelas minhas coxas.

Ficamos colados contra o vidro por um longo tempo, ofegantes, o corpo dele ainda enterrado no meu. Ele beijava meus ombros e minha nuca com uma ternura surpreendente.


— Você é incrível, Heitor… do céu… — sussurrei, o rosto ainda pressionado contra o vidro, completamente entregue.


Ele saiu de mim devagar e me virou para si. Segurou meu rosto com as duas mãos e me beijou com calma.


— Venha, Michele. Vamos que eu vou te dar um banho.



No chuveiro enorme da suíte, a água quente caiu sobre nós como uma cascata. Heitor me lavou com cuidado, mas sem pressa. Suas mãos ensaboadas deslizavam pelos meus seios, minha barriga, minhas coxas. Depois se ajoelhou diante de mim, abriu minhas pernas e me chupou com devoção.


Sua língua era implacável — lambia, sugava, penetrava. Ele segurava minha bunda com as duas mãos, puxando-me contra sua boca enquanto eu me apoiava na parede de mármore, gemendo alto. Gozei novamente na boca dele, tremendo, segurando seus cabelos molhados. Nossa, eu estava chorando.


Quando me recuperei, eu o fiz levantar e me ajoelhei diante dele. Segurei aquele pau lindo, grosso e ainda duro, e o coloquei na boca com fome. Chupei devagar no começo, saboreando o gosto dele misturado com o meu, depois com mais vontade, enfiando-o fundo na garganta.


Heitor gemeu baixo, segurando meus cabelos molhados com uma mão, mas sem forçar. Seus quadris se moviam devagar, fodendo minha boca com controle.

Eu chupei com devoção, olhando para cima, vendo o prazer tomar conta daquele rosto normalmente impassível. Quando ele gozou, segurei-o na boca, engolindo cada jato quente enquanto ele gemia meu nome.


Ele me puxou para cima, me abraçou forte debaixo da água quente e me beijou profundamente.Saímos correndo do box para nos preparar para o compromisso. Acredita que ele já foi pegar toalha, secador, kit de maquiagem e o conjunto de roupas que vou vestir.Ele também precisou voltar para o quarto e pegar outra camisa passada. Mas eu estava adorando aquela correria e dava risadinhas tímidas e gostosas.


Mas no espelho secando o meu cabelo, eu olhava o meu próprio corpo que deixei de prestar atenção por anos, parecia brilhar. Olha, não sou de se jogar fora. Me sentei na cama de toalha e Heitor se ajoelhou na minha frente com a calcinha mão. Olhou para mim com cara séria, mas com um sorriso no canto. Levantou um pé e outro e foi subindo. Me levantei e ele foi subindo a peça. Antes de chegar ao destino, deu um beijo gostoso, quente e sequinho na minha fenda.Que fofo ele é.


E puxou mais um pouco para cima e viu se a alça não estava dobrado apalpando a minha bunda.Vestiu o meu sutiã também embrulhando os meus peitos com carinho, com beijos, com ternura. Eu estava molhada de novo e queria dar para ele de novo. Ali.Saímos correndo para o elevador. E o um assessor e o motorista de uma limousine esperavam a gente.


A reunião com vários empresários árabes correu tenso naquela sala onde só eu era a mulher.


Saímos bem tímidos e ficamos esperando o elevador. Ambos ficamos olhando o número onde o transporte estava subindo para nos pegar.


— Meus parabéns, senhora. A senhora conseguiu. Estou muito feliz

— Graças a você, Heitor. Nós somos um time agora. E preciso da sua ajuda quando voltar ao hotel.

— Claro, senhora. Vou providenciar uma massagem para aliviar as suas tensões.


Eu fiquei sorrindo.Ao voltar para o Brasil, fui promovida a sócia, recebendo congratulações de muitos interesseiros dentro e fora da empresa, flores as secretárias e de outros setores, muitas mensagens de outras empresas, alguns querendo me recrutar.


Um novo carro, uma cobertura na Berrini e poder usar o helicóptero. Vou subir para o 51º andar com uma sala maior, vista para a Marginal Pinheiros e elevador privativo.


Só tinha uma coisa que eu exigi em contrato. O emprego vitalício ao Heitor, aumento para ele sem nenhum questionamento no RH. Um gabinete com lavabo só dele, onde ele fechando a sala, ninguém acessa a minha. Imagina ficar sem o Heitor. Nem pensar. E nem que ele futuramente namore alguém e se case, quero ele como meu assessor extremamente organizado e vai salvar agora a minha empresa.


Enquanto esse dia não chega, pedi um “estímulo” para ele para uma negociação com uma empresa pequena que qualquer diretor poderia ter feito, mas tinha que ir resolver. Não estava muito a fim de prosseguir.


Daí olha o que ele fez.Me fez debruçar na minha nova mesa, levantou a saia, calcinha de lado e me comeu fervorosamente, aquelas estocadas faladas, mas ele me deu uma bronca deliciosa. Apertou os meus seios com tudo e beliscou os dois mamilos. Fiz o diabo para não gritar, mas enrruguei todo o rosto para conter a dor.Então ele no meu ouvido, disse:


— Empresa pequena ou não, Michele de Albuquerque não menozpreza ninguém. Parte pra cima como leoa e vai estraçalhar qualquer um. Isso aqui é pra você aprender a não baixar a guarda.


E soltou os meus peitos e meteu com tanta força que eu levitava com o impulso. Reparei que aquela mesa gigantes estava saindo do lugar de tanto que ele me invadia.



Mas estava adorando tudo Minaho. Na empresa eu era uma empresária durona, elegante e temida por muitos. Um assessor que o tratava ele de gato e sapato e obedecia e antecipava tudo que eu precisava.


Mas entre quatro paredes, ele me comia com força, mandava em mim, me controlava. Sonho que ele um dia coma a minha bunda, coisa que nunca fiz na vida, mas quem sabe um dia.


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MINAHO MIZUKI

Escritora de contos eróticos baseados em histórias reais.

Sou Minaho Mizuki, uma contadora de desejos proibidos e experiências que muitos vivem, mas poucos têm coragem de compartilhar.

Escrevo contos eróticos inspirados em relatos reais — traições, reconquistas, descobertas sexuais, ciúmes, swing, fetishes, e todas as nuances complexas do desejo humano. Cada história carrega a essência verdadeira de experiências vividas, transformadas em narrativa para que você possa mergulhar, sentir e, quem sabe, se reconhecer.

Todos os nomes e imagens são gerados por inteligência artificial, com o objetivo de preservar a identidade e a privacidade das pessoas envolvidas.

Aqui você vai encontrar textos crus, intensos e sinceros. Alguns vão te fazer refletir, outros vão aquecer o corpo. Muitos leitores relatam que se sentem menos sozinhos ao perceber que suas vivências — por mais complexas ou incomuns que sejam — não são exclusividade deles.

Este espaço é apenas para compartilhar experiências. Não possui caráter terapêutico, não faz aconselhamento e não substitui nenhum tratamento profissional.

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